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A polícia militar do Estado da Bahia, mais uma vez, escolhe o período de festas populares para reivindicar melhores condições de trabalho e, principalmente, salários.
Enquanto o terror se espalha pelas ruas da capital e cidades interioranas, o Governador se encontrava fora do país e o prefeito da capital, gozando das belezas do Rio de Janeiro.Coisa de políticos brasileiros, disso não resta dúvida.
Nesta terça feira, 03 de fevereiro, pelo terceiro dia consecutivo, a população baiana convive com a barbárie da própria PM, sem falar do oportunismo dos bandidos profissionais e de ocasião.
Muitos são os relatos de arrastões pelas ruas das cidades, bem como ataques a agências bancárias na capital e interior, sem falar nos ataques promovidos pelos próprios policiais.O comercio apavorado, optou em sua grande maioria, por permanecer de portas baixadas, provocando uma grande perda financeira não só para o próprio erário público como, pontualmente, aos comerciantes e trabalhadores.
Por conta dos boatos e da falta de segurança, os rodoviários também ameaçam deixar a população sem transporte, piorando em muito a situação, mas não se pode dizer, que eles não tenham razão. A insegurança é grande, mas a grande prejudicada, como sempre, é a população, que se vê ás voltas com todo tipo de ameaça e total falta solução.
Nos bancos, onde a insegurança já é latente em dias normais, a situação se agravou a ponto de muitas agências permanecerem fechadas. O Banco do Brasil teve só em Salvador, quatro agências atacadas, por homens encapuzados, o que deixa muito o que pensar, vez que elas foram metralhadas e só metralhadas... A quem cria proveito o pânico? O major Romeu Nascimento, perguntado sobre a possibilidade de haver policiais envolvidos nos ataques, não descarta esta ,mas alega não poder afirmar por estarem os elementos de cara tapada.
Ontem, membros grevistas da policia militar, após permanecerem por todo o dia em frente à Assembléia Legislativa, radicalizaram. Por volta das 18h, aproximadamente 20 homens, com rostos cobertos e usando brucutus, além de armados, forçaram a parada de mais de 15 coletivos na avenida Paralela. Atravessando dois deles na avenida, tornando intransitável a avenida, provocando alvoroço e revolta entre os usuários dos coletivos e motoristas que se viram obrigados a permanecer parados no local, sob mira de armas.
Alguns motorista tentaram atravessar a barreira, mas foram impedidos: “Não vai passar. Você quer pegar sua esposa? Desça do carro e vá andando”, disse um dos PMs, de brucutu no rosto.
Agora, é a polícia civil que ameaça parar. O Estado está entrando em colapso.
Na cidade de Santo Antonio de Jesus, as ruas estão desertas e poucas lojas abertas. Pela manhã, ainda se podia ver alguns novatos pelas ruas, sem armas ou qualquer tipo de proteção. O medo impera.
Da cidade de Itaberaba chega a notícia de que houve arrastãono Banco Itaú, também as que chegam de Itabuna e Ilhéus nos dão conta que as cidades estão paradas.
Mesmo não sendo legitima, a greve é justa. Não se pode exigir que policiais, pais de família, arrisquem suas vidas por salários ínfimos, equipamentos obsoletos e total falta de estrutura. |
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Rezemos para sobreviver e vamos aguardando o desfecho desta loucura.
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