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Prevenir as drogas, melhor, seu uso, é o único caminho. Mas, a incógnita vem quando se pergunta: Como fazê-lo? Entendemos que a única e verdadeira solução venha através da EDUCAÇÃO. Só ela, esclarecedora, indicativa, recheada de informações lúcidas e diretas, pode vencer a grande batalha contra as drogas.
Neste instante, nos deparamos com outra indagação; o que é Educação? Certamente, não é apenas a ida de uma criança, adolescente ou adulto a escola. Educação é muito mais ampla. Começa no lar, grande problema do mundo atual, visto que na grande maioria das vezes, muitos não o possuem ou o tem de forma desajustada, o que não pode servir de desculpa para o ingresso no mundo das drogas, visto que o mundo globalizado nos permite hoje, acesso a um mundo muito mais amplo, muito mais partilhado. Resumidamente, podemos dizer que educação é um conjunto de ações que valorizam o desenvolvimento do ser humano. É um posicionamento de consciência de direitos e deveres, um ajustamento ao politicamente correto. Não apenas a escola cabe educar. Os princípios básicos fundamentais devem vir da família, mas como agregar estes valores, se no mundo moderno tanto escola como família estão em crise?
A família está confusa, perdida vivenciando a síndrome do pânico, só em imaginar que algum dos seus membros possa vir a se envolver com o submundo, o mundo das drogas. Parece que o horror é apenas contra o uso da maconha, cocaína, craque, LSD, etc. Porém, esquecem-se que existem drogas lícitas que são tão ou mais prejudiciais que as ilícitas, pois estão disponíveis em qualquer lugar ou hora; aqui, falamos das bebidas alcoólicas, do cigarro, dos remédios. Quando percebem que um de seus membros enveredou por este caminho, a reação é de negação. Só admitem o problema e buscam ajuda, na grande maioria das vezes, quando a situação chegou ao ponto critico.
Normalmente, as mães se perguntam: onde foi que errei? Muito provavelmente, em lugar algum, em hora alguma ou em alguns casos, em muitos momentos. Como? Dizer sempre sim a um filho é um grande erro. A criança e o adolescente precisam de não vez por outra, precisam de limites, necessitam de um pulso que o mantenha na realidade de sua própria vida. Fazer dívidas para satisfazer a vontade de um filho pode parecer normal, mas não é. Só se deve viver, dentro de um padrão sustentável, onde as necessidades básicas estão antes das satisfatórias.
E a escola, como agir ou como agem? Muitas empurram o problema para debaixo do tapete e deixam o problema se transformar em tragédia para só então tentar intervir. O que fazer? Será que palestras, seminários ou algo desta vertente ajuda? A resposta é: pode ser que sim, pode ser que não, já que se deve considerar o nível de entendimento do grupo, os recursos utilizados, a maneira como as informações serão processadas e por ai vai. Sem medo de errar, digo que precisamos lutar por políticas públicas voltadas para o desenvolvimento do ser humano, observando o que pensa crianças e adolescentes, as suas relações sociais, suas carências afetivas, o respeito pela vida de uma maneira geral e uma auto estima sempre elevada e em desenvolvimento.
A família cabe orientar e pedir aos céus que nunca se veja numa situação de risco, mas se acontecer, unir forças e procurar os centros de apoio, visto que não só o usuário da droga adoece, toda a família sofre com o problema. Já passamos do tempo de esconder e ter vergonha. Ao primeiro sinal de que algo não está certo, a menor desconfiança, procure ajuda. |
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