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“Tua Palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho!” (Sl. 119,105).
Não sou, certamente, a pessoa mais apropriada para falar da Bíblia, vez que muito pouco conheço dela, mas com a fé que tenho no Senhor Salvador, ainda que talvez não seja sua filha mais dileta, atrevo-me a tentar falar de um assunto importante não só para os que seguem corretamente os mandamentos religiosos, como para os que estão na minha situação.
Setembro é o mês de nascimento de um grande biblista, São Jerônimo, nascido em 340 dC, aos 30 dias do mês de setembro, e falecido por volta de 420 dC. Devido a este fato, o mês de Setembro foi escolhido para ser dedicado à Bíblia. São Jerônimo foi o grande tradutor da Bíblia – do hebraico e grego – para o latim, língua mais falada no mundo de então e usada na liturgia religiosa. O livro mais vendido do mundo é, sem qualquer sobra de dúvida, a Bíblia Sagrada traduzida, praticamente, em todas as línguas e que pode ser encontrada em quase todas as casas. É, potencialmente, o melhor “alimento espiritual” de que se tem conhecimento, tanto para a Igreja como para o ser humano ajudando o povo na sua caminhada em direção ao Pai e levando o povo de Deus na construção de um mundo melhor e mais justo. A Bíblia retrata a história do Deus que trilhou o caminho com seu povo e deste que fez o mesmo caminho com seu Deus. Ela revela ao homem a Palavra de Deus e nos mostra seu rosto e mistério. Nela, conhecemos os sentimentos que afloraram no povo e nos Apóstolos, ao ouvirem a Palavra Daquele que doou seu próprio Filho ao mundo, na busca da salvação do homem. O Apocalipse, escrito por volta do final do século I, é o último de seus Livros. A Palavra de Deus foi escrita por quase dois mil anos e, muitos foram os momentos emocionantes, tristes, deslumbrantes, de fé, de dor, de perdas e reencontros, muitos foram os jovens, crianças, homens, mulheres, anciãos que dela fizeram parte. A Bíblia é um livro feito por muitos e em muitos momentos diferentes, buscando atingir um só objetivo, disseminar a Palavra de Deus. Neste mês de setembro, a Bíblia se torna o centro da atenção nas comunidades religiosas e, particularmente, na católica, mas não apenas este mês deveria ser especial, todos os dias deveriam ser tão importantes quanto, Ela não deve ser apenas um objeto de decoração na grande maioria dos lares atuais. Na Bíblia, existe sustento para a alma e o espírito; solução para nossos problemas; remédio para nossas dores e doenças; ensinamentos para a condução da família; luz para o caminho e alimento para nosso dia a dia. Vale lembrar, que ler a Bíblia não é nada fácil. Ela precisa ser lida com calma, principiando pelos textos mais fáceis, como os Evangelhos, os Atos dos Apóstolos; meditar cada texto por no mínimo um dia ou dois, tendo em mente que o mais importante é a qualidade da leitura e não a quantidade; analisar cada texto de forma a conceituá-lo no contexto em que ele foi escrito, por quem e para quem; procurar anotar os trechos e textos que mais despertem a atenção.Por fim, procurar atualizar o texto para os dias atuais, e principalmente, colocá-lo em prática na vida. Viver a Palavra é viver de acordo com o Deus vivo. Independente de crença ou religião, a Bíblia é uma leitura que fortalece nosso conhecimento e a disseminação do amor, ensinando ao povo, que o exercício da tolerância é uma necessidade impar no bem viver e na integração do homem com o próprio homem, além da natureza. Mais uma vez, fica claro, que a Bíblia é a Voz viva de Deus. |
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