|
Voltou à capital sergipana o "Projeto Temporada" de teatro. O projeto acontece na Casa Rua da Cultura que fica localizada na praça Camerino a preços acessíveis ao público sergipano.
Nesta nova temporada, as crianças também tem opção de peças infantis. As já consagradas peças "Cabaré dos Insensatos", "Pela Janela", "Entre quatro paredes" estão de volta. A novidade mesmo é a peça infantil "Uma Viagem ao Fantástico Mundo do Saber" da Cia Uaaau de teatro. A peça infantil vai contar a história de um garoto, Filo, que acorda em um mundo mágico, e através de personagens exóticos e lições sábias acaba descobrindo que estudar pode ser muito divertido.
Com opções para adultos e crianças, as peças prometem mais uma vez serem sucesso. Os ingressos custam R$ 14 a inteira, e R$7 a meia. As apresentações acontecem todas as sextas sábados e domingos, sendo que as peças infantis serão apresentadas apenas aos domingos em dois horários, às 16hs e às 18hs. Vale a pena conferir.
Aracaju tem recebido muitos espetáculos de teatro ao longo do ano, a maioria das apresentações ocorrendo no Teatro Tobias Barreto, o maior da capital. Os preços são elevados mas a casa está sempre cheia, o que nos leva a crer que o Aracajuano gosta de teatro, mas por que não valorizar as companhias de teatro do estado que se apresentam a preços acessíveis e com espetáculos de qualidade? A questão é cultural, de achar que por que é mais caro é melhor. No ano passado foram exibidos no próprio Teatro Tobias Barreto peças que passaram o fim de semana inteiro sendo apresentadas e quase sempre a casa não estava cheia, sendo que as peças eram gratuitas.
Grande parte de nós nordestinos tem o péssimo hábito de valorizar a cultura do sul ou do sudeste e esquecemos de quantas coisas boas o nordeste nos oferece. Não é diferente na música, artistas da terra que tocam e cantam forró, pop rock, axé, pagode e diversos outros estilos musicais são desvalorizados. Mesmo com cachês muito mais baixos das bandas nacionais, ainda são poucos os eventos em que elas estão presentes. Tanto a prefeitura quanto o governo do estado não dão prioridade aos artistas da terra, mas a própria população pede bandas nacionais. A valorização do nosso está longe de acontecer.
O povo nordestino e também o brasileiro tem de aprender a gostar do que é nosso, ora, se nós contratássemos mais bandas do estado, teríamos mais dias de festa, o gasto seria reduzido e nossas bandas ganhariam, quem sabe, mais destaque nacional. Se a população passasse a ir assistir espetáculos de teatro de companhias do estado e levassem seus filhos para os mesmos, teríamos com certeza um maior incentivo a essas cias. e consequentemente maior qualidade na produção das peças e variedade das mesmas.
Brasileiros ainda estão acostumados a valorizar o que é do exterior, as bilheterias de filmes nacionais nem chegam perto das bilheterias por exemplo, de filmes americanos. Isso significa que nossos filmes não tem a qualidade dos deles? Não! Em termos de produção cinematográfica, o Brasil evoluiu muito, mas a cultura no Brasil além de não ser estimulada, não é valorizada.
Fica aqui um apelo e uma sugestão aos brasileiros, aos meus conterrâneos aracajuanos e aos demais: o Brasil é hoje um dos maiores produtores de cultura do mundo, filmes, músicas, novelas e etc. Será que isso não significa que somos bons no que fazemos? |
Comentários
Assine o RSS dos comentários