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As notícias sobre saúde repassadas pela mídia sergipana, e em muitos casos pela mídia nacional, na sua grande maioria não são boas. Opa, se pararmos para pensar a reflexão é muito proveitosa.
São pacientes sendo atendidos em macas nos próprios corredores das unidades hospitalares, ou pacientes que não conseguem sequer serem atendidos, ou aqueles que sem serem atendidos, morrem no próprio hospital. Exemplos "básicos" como esses são alguns dos muitos aos quais todos os dias eu e você podemos ver na TV, ou ouvir nas rádios e até mesmo ler nos impressos.
A verdade verdadeira, talvez não a que o governo quer que concluamos, é que a saúde pública está falida. Ora, mas falida? Falida por que temos profissionais qualificados que não comparecem às unidades de saúde pública, o mais novo escândalo noticiado pelo "Fantástico". Sejamos sensatos, você e eu já não havíamos percebido isso há muito tempo? Sim, mas como bons conformados que somos, digo a maioria e não todos pois ainda existem bravos cidadãos que mesmo sem serem atendidos lutam por seus direitos, acabamos deixando para lá e nos acostumando com a situação.
A questão principal do costume e do conformismo é que estão errados. Errados por que pagamos altos impostos, o Brasil está entre os países com as maiores taxas de impostos, e se pagamos tão caro por que então não recebemos atendimento de qualidade, ou educação de qualidade? E a segurança?
Mas vamos colocar a cabeça para funcionar: puxe pela memória. Quando seu governador ou seu prefeito adoeceram, tiveram que fazer exames ou mesmo se curar de viroses simples como gripes e resfriados, eles foram para o hospital público da sua cidade? Por experiências próprias afirmo que não. E a resposta será não em todos os casos, mas não são eles mesmos quem dizem que a saúde melhorou, que ela evoluiu, se modernizou, que o atendimento é de qualidade? Não chega a ser hilário por que é sério, e preocupante, ao extremo.
A nossa atual presidente recentemente solidária com a doença do nosso vizinho ditador da Venezuela, Hugo Chávez, voltou a colocar à disposição dele a estrutura hospitalar brasileira e uma equipe médica para avaliar o quadro. E não era estrutura hospitalar pública.
Vamos refletir, sim, refletir, por que esse é um problema meu, seu e de todos os brasileiros, mesmo dos que não dependem da saúde pública. Se o Brasil tem recursos para oferecer tratamento particular a um ditador de outro país, por que não tem ortopedistas para operar crianças debilitadas no maior hospital de urgências de Sergipe? Ou por que faltam médicos do quadro básico nos hospitais? Sim, por que o governo "não tem" dinheiro para contratar médicos no momento? Ou por que contamos com moços espertos que sabem muito bem como "aumentar" seus já altíssimos salários com corrupção e desvio de dinheiro público? São milhares de vidas de brasileiros perdidas em um ano, e milhões e milhões de reais que "somem" sem explicação, milhões estes que em sua origem são destinados à saúde, à educação.
Antes de cair no belo discurso dos governantes, ou de se conformar com a nossa atual situação, vamos cobrar deles uma vida digna onde possamos matricular sem medo nossos filhos em escolas públicas, como se fazia até os anos 80. Para que possamos saber que teremos bom atendimento quando estivermos necessitando dele, ou para que você possa embarcar em um ônibus menos cheio e em condições de rodar.
Ser cidadão não é apenas cumprir nossos deveres com a nação, estado ou município, é cobrar nossos direitos básicos, que estão assegurados na constituição. A população tem que abrir os olhos para a realidade que vive e não só se conformar com o que tem, com ajudas do governo ou com o "jabá" que lhe é oferecido nas vésperas da eleição.
Sem o seu apoio, sem a sua reivindicação, sem a sua indignação, sem a sua cobrança, o Brasil nunca irá se desenvolver o suficiente para oferecer a nós uma vida digna, um emprego bem remunerado, um sistema de saúde pública que funcione, uma rede de educação que ensine e eduque os nossos filhos. Sem a mobilização do povo brasileiro, sempre estarão presentes os que se consideram espertos para desviar nossas verbas públicas. Os espertos que com esse dinheiro bancam planos de saúde caríssimos, escolas particulares de ótima qualidade e de preço lá encima. |
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